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Desbloqueando o sucesso: um guia para cultivar uma cultura de aprendizado e impulsionar comportamentos eficazes

Cultivar uma cultura de aprendizado não é um luxo, é uma necessidade. Organizações com culturas de aprendizado fortes se adaptam mais rápido, inovam com mais eficácia e capacitam suas pessoas a prosperar em meio à mudança. Mas o que exatamente é uma cultura de aprendizado e como as lideranças podem criar as condições certas para que ela surja? Este artigo explora essas questões fundamentais, oferecendo insights práticos para ajudar as organizações a estabelecer as bases para uma cultura de aprendizado que possa ser sustentada ao longo do tempo.

Definindo uma cultura de aprendizado

Uma cultura de aprendizado é um ambiente onde o aprendizado contínuo está incorporado ao DNA organizacional. Não é algo que pode ser imposto, mas algo que emerge quando os suportes e comportamentos adequados estão em vigor. Organizações com culturas de aprendizado prósperas geralmente exibem características-chave como:

  • Curiosidade e responsabilidade: as pessoas tomam a iniciativa de buscar conhecimento e desenvolver habilidades.
  • Colaboração e compartilhamento: a troca de conhecimento é incentivada, celebrada e faz parte do fluxo de trabalho diário. Isso promove o crescimento coletivo ao longo do tempo.
  • Mentalidade de crescimento: as pessoas aceitam desafios e têm a segurança psicológica necessária para encarar os fracassos como oportunidades de aprendizado.
  • Apoio ativo da liderança: as lideranças desempenham um papel fundamental, modelando o aprendizado contínuo e apoiando as pessoas funcionárias em suas jornadas de aprendizagem.

O papel do clima de aprendizado

Uma cultura de aprendizado forte não pode existir no vácuo. Ela requer o clima organizacional certo que molda como as pessoas funcionárias percebem e abordam o aprendizado. A confiança em todos os níveis de partes interessadas desempenha um papel crucial nesse clima:

  • A organização deve fornecer recursos de aprendizado relevantes, de alta qualidade e acessíveis, juntamente com tempo e incentivo para as pessoas se engajarem.
  • As lideranças precisam defender o aprendizado integrando-o aos fluxos de trabalho e apoiando a aplicação do que as pessoas aprendem.
  • As pessoas colaboradoras devem confiar que as oportunidades fornecidas valem seu tempo e esforço.

Além da confiança, um ecossistema bem projetado é essencial para promover uma cultura de aprendizado. Sistemas de gestão de aprendizagem (LMS) e outras ferramentas devem ser fáceis de usar e atender às necessidades das pessoas funcionárias. O conteúdo deve ser acessível e personalizado para abordar os papéis e objetivos únicos. As organizações também precisam reservar tempo e espaço para que as equipes se envolvam significativamente em atividades de aprendizado, garantindo que o ecossistema apoie — e não atrapalhe — seu crescimento.

Criando as condições para uma cultura de aprendizado emergir

Construir uma cultura de aprendizado envolve criar os suportes e motivadores comportamentais que permitem que ela evolua organicamente. Um exemplo real de como as organizações podem criar as condições para uma cultura de aprendizado é a transformação de integração do HSBC para o First Direct (FD), uma divisão do HSBC.

Antes de 2020, a integração da empresa seguia uma abordagem rígida e liderada por instrutores que ditava como, quando e onde novas pessoas funcionárias aprendiam. Reconhecendo a necessidade de flexibilidade, o HSBC colaborou com a GP Strategies para projetar o youfirst, um programa centrado nas pessoas que as capacitou a assumir o controle de seu aprendizado enquanto garantia que o conhecimento essencial fosse entregue com eficiência.

O novo programa de integração centrado reduziu os módulos liderados por instrutores em 76% e teve um aumento de 317% no tempo disponível para coaching individual. Os resultados gerais do programa produziram uma redução de 27% na rotatividade e um aumento de 23% na prontidão dos aprendizes.

Nosso estudo de caso destaca três estratégias cruciais para criar as condições certas para uma cultura de aprendizado.

1. Equilíbrio entre entregar e buscar

Por décadas, o aprendizado nas organizações dependeu fortemente de um modelo de entrega, exigindo que as pessoas concluíssem cursos ou treinamentos específicos. Recentemente, algumas organizações oscilaram para o extremo oposto, dependendo exclusivamente de uma abordagem de busca, onde se espera que as pessoas busquem recursos de forma independente e no momento da necessidade. No entanto, uma cultura de aprendizado próspera requer um equilíbrio de ambos.

O programa youfirst do HSBC atingiu o equilíbrio certo ao fornecer trilhas de aprendizado estruturadas, mas flexíveis. As pesoas funcionárias podiam acessar módulos de microaprendizagem, artigos e vídeos sob demanda, enquanto sessões direcionadas lideradas por instrutores garantiam que o conhecimento essencial fosse reforçado. Ao dar autonomia aos aprendizes mantendo elementos estruturados-chave, o HSBC criou uma experiência de aprendizado envolvente e adaptável.

2. Incorpore comportamentos de aprendizado durante a integração

A jornada rumo a uma cultura de aprendizado começa na integração. Definir o tom desde cedo garante que as pessoas entendam a importância do aprendizado e estejam equipadas para assumir a responsabilidade por seu crescimento.

O HSBC e a GP Strategies transformaram a integração do FD ao abandonar um modelo dependente de instrutores para um que empodera quem estuda. O programa youfirst forneceu recursos de aprendizado autodirigidos que podiam ser acessados a qualquer hora, em qualquer lugar. Também foram combinados conteúdos digitais com coaching individual para reforçar o aprendizado, garantindo que as novas contratações recebessem orientação enquanto desenvolviam independência. Essa mudança criou um ambiente onde o aprendizado contínuo começava desde o primeiro dia.

As organizações devem projetar todos os programas de aprendizado, não apenas a integração, para ir além da entrega passiva de conteúdo e, em vez disso, incentivar o engajamento ativo. Isso pode incluir exercícios de resolução de problemas, colaboração entre pares e tarefas do mundo real que espelhem os desafios que serão enfrentados em seus papéis. Incentivar as pessoas a buscar respostas, participar de discussões e refletir sobre seu aprendizado constrói comportamentos fundamentais que sustentam uma cultura de aprendizado ao longo do tempo.

3. Projete o aprendizado em torno de necessidades do mundo real

As pessoas têm maior probabilidade de se engajar com o aprendizado quando ele aborda desafios imediatos e do mundo real. As organizações podem alinhar o treinamento com as habilidades e competências necessárias para o sucesso, integrando aprendizado baseado em cenários, projetos práticos e desafios específicos de cada papel.

Permitir que as pessoas pratiquem habilidades em um ambiente controlado, porém realista, garante que estejam bem-preparadas para seus papéis. As organizações também devem garantir que o aprendizado seja acessível no ponto de necessidade, seja por meio de microaprendizagem, bases de conhecimento pesquisáveis ou recomendações dirigidas por IA adaptadas a cada papel. Ao incorporar o aprendizado aos fluxos de trabalho diários, é possível desenvolver continuamente habilidades que contribuem diretamente para o sucesso dos negócios.

Para tornar os recursos de aprendizado práticos e facilmente consumíveis em seu programa youfirst, o HSBC e a GP Strategies incorporaram cenários da vida real, avaliações de conhecimento e uma comunidade on-line à experiência de integração, permitindo que as novas contratações aprendessem com pares experientes. Ao priorizar conteúdo relevante e baseado em aplicação, o HSBC garantiu que o aprendizado não fosse apenas teórico, mas diretamente benéfico para as responsabilidades diárias.

Motivadores Comportamentais de uma Cultura de Aprendizado

Os seguintes comportamentos-chave são os blocos de construção de uma cultura de aprendizado, e cada um serve a um propósito único em promover um ambiente onde o aprendizado prospera.

  • Curiosidade: pessoas incentivadas a fazer perguntas e explorar novas ideias tornam-se mais engajadas em seus papéis. A curiosidade impulsiona a inovação e garante que busquem conhecimento ativamente para enfrentar desafios e oportunidades.
  • Reflexão: fornecer tempo e espaço para que considerarem o que aprenderam e como aplicar isso ajuda a solidificar o conhecimento. A reflexão permite que conectem novos insights a estruturas existentes, possibilitando compreensão mais profunda e melhor aplicação em seu trabalho.
  • Coragem: capacitar a sair de suas zonas de conforto promove resiliência e adaptabilidade. Uma força de trabalho corajosa tem maior probabilidade de abraçar mudanças, enfrentar novos desafios e crescer com falhas, componentes críticos de uma cultura de aprendizado.
  • Apoio e conexão: construir comunidades onde o compartilhamento de conhecimento e a colaboração prosperam cria um senso de pertencimento e confiança. Pessoas que se sentem apoiadas por colegas e lideranças têm maior probabilidade de adotar esses mesmos comportamentos, compartilhando insights, buscando feedback e contribuindo para o aprendizado coletivo.
  • Priorização: garantir que o aprendizado seja visto como parte crítica do trabalho diário reforça sua importância. Quando as organizações priorizam o aprendizado, as pessoas têm maior probabilidade de vê-lo como integral ao seu crescimento profissional, em vez de uma atividade opcional, e reservar tempo para isso em seu dia a dia.

Esses comportamentos contribuem para uma cultura onde o aprendizado contínuo torna-se a norma, capacitando pessoas e equipes a alcançar sucesso sustentado.

Criando as condições certas para o aprendizado contínuo

Criar uma cultura de aprendizado não é sobre impor participação, mas nutrir as condições para que ela floresça. Ao promover confiança, projetar um ecossistema robusto de aprendizado e incorporar comportamentos-chave ao tecido organizacional, as lideranças podem pavimentar o caminho para uma cultura onde o aprendizado contínuo é uma parte natural e celebrada da vida profissional.

Esse artigo foi publicado originalmente, em inglês, por Andrew Joly, Chefe de Estratégia da Divisão de Serviços de Aprendizagem da GP Strategies, no blog Performance Matters.