Por Gabriel Ribeiro
A metodologia do microlearning é um modelo de ensino, semelhante à pílula de conhecimento, que tem como objetivo entregar conhecimentos por meio de entregas segmentadas e rápidas. A diferença entre essas duas técnicas é que o microlearning pode ser ainda mais condensado, podendo gerar um novo aprendizado, ou reciclagem de algo já estudado, de modo acessível e conveniente.
Na GP Strategies, aplicamos o microlearning com sessões de 2 e 5 minutos, curtas o suficiente para encaixar na correria, mas com impacto suficiente para gerar mudança real.Com essa abordagem, a pessoa colaboradora não precisa interromper suas atividades por muito tempo, podendo assimilar algo construtivo antes mesmo de terminar o próximo cafezinho.
Benefícios do microlearning
A principal característica do microlearning está no fato de ser um método que possibilita o acesso a conteúdos em um curto espaço de tempo, com o menor impacto possível.
Mas além disso garante:
- Alta motivação: as pessoas colaboradoras, especialmente os públicos digitais e nativos mobile, tendem a se engajar mais com conteúdos de curta duração.
- Personalização: por ser mais fácil de produzir, também pode ser facilmente personalizado para uma aplicação assertiva de acordo com contexto do trabalho e necessidades de equipes. Como vídeos diferentes para times de vendas e atendimento ao cliente.
- Melhor custo-eficiência: com custos associados à produção sendo mais baixos e relação a treinamentos maiores, traz economia sem gerar impacto nos resultados de aprendizagem, ou seja, permite escalar treinamentos em alta frequência, sem depender de longas produções
- Maior retenção de conhecimento: com constância de aplicação, os aprendizados se fixam mais na memória de longo prazo.
Melhores práticas
Antes de criar materiais com base em microlearning, é importante se atentar a alguns detalhes que fazem toda a diferença em uma estratégia de ensino.
- Mapeie as personas: Entenda onde elas aprendem melhor, no desktop, no celular, no trajeto de metrô. Com essa identificação é possível adequar linguagem e formatos preferidos do seu público.
- Detalhe os objetivos: coloque em uma lista quais são as competências que precisam ser ensinadas, além do que e como você deseja que essas pessoas apliquem o aprendizado no dia a dia. Evite conteúdos soltos. Ensine algo aplicável, e rápido.
- Faça uma curadoria de conteúdo: mais do que resumir cada capítulo de um material para 2 ou 5 minutos, é preciso ter precisão para escolher o que é essencial de acordo com as necessidades da persona e dos objetivos.
- Integração entre materiais: de modo isolado o microlearning é uma ferramenta poderosa, mas ainda assim é preciso ter materiais de apoio, especialmente para assuntos mais complexos. Use o microlearning como porta de entrada e tenha links para aprofundar depois.
Microlearning em vídeos
Comparando com outras mídias, o formato de vídeo é, de longe, o que mais faz sucesso atualmente, gerando maior recordação do conteúdo e engajamento, principalmente por causa do seu dinamismo.
Seja por meio de um perfil privado em rede social ou uma plataforma LMS própria de ensino, aposte em uma apresentação carismática, edição simples e dados em tela para conquistar a atenção do seu público e alcançar os objetivos desejados.
Mas lembre-se de que para que essa receita funcione, você precisa realizar todas as análises necessárias. Isso porque ainda existem perfis profissionais que dão preferência para textos, infográficos ou outros formatos.
Além disso, ao construir uma videoaula, seja em microlearning ou de modo mais convencional, acessibilidade é algo não negociável. Sempre tenha narração, adicione legendas, mencione o que está em tela e evite músicas de fundo que tiram a atenção ou desorientam.
E aí, se empolgou para aplicar microlearning nas suas próximas capacitações? Então, comece com a seguinte pergunta: “O que alguém precisa saber agora para agir melhor?” Tendo essa resposta, você já tem um direcionamento para começar a planejar um conteúdo que seja rápido e memorável.
