Transcrição
[Narração por IA]
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[Ricardo]
Assim, eu vejo o seguinte:
Profissionais rasos e medíocres vão ser, sim, substituídos, porque atividades que você faz de maneira mecânica, a IA vai fazer.
Isso é…
Tipo, eu acho que a IA vai trazer, vai destacar profissionais que têm realmente um conhecimento sobre um tema.
Você não vai poder enganar quem sabe sobre, sei lá, história da arte, pra fazer uma ilustração.
Você vai ter que sair da história da arte pra fazer a ilustração.
[Gabriel]
Quer transformar conhecimento em ação?
Boas-vindas ao Conecta GP, o podcast da GP Strategies, onde insights transformadores chegam até você de maneira rápida, acessível e prática.
Eu sou o Gabriel.
Eu sou um homem cis, eu estou usando uma camiseta cinza com letras amarelas, escrito Avada Kedavra, uma calça jeans vinho e tênis pretos, estou usando óculos azul.
E nesse episódio temos aqui o Ricardo Guidara, nesse episódio especial gravando via Teams.
Ele é supervisor do setor de criação da GP Strategies, o Guidara é formado em Artes Visuais pela Unesp, Mestrado em Cinema, tem uma bagagem, aí, bem única, que integra narrativas envolventes, design estratégico e ferramentas de ponta, inclusive ChatGPT, MindJourney e Runway.
Quinze anos de experiência usando todas essas ferramentas, é um especialista no uso de inteligência artificial, revolucionando a produção de vídeos e liderou, inclusive, projetos inovadores em várias marcas, incluindo Natura, Red Bull, Mcann Health.
Ricardo, um belo de um currículo e uma bela de uma experiência.
Muito obrigado por aceitar o nosso convite.
A gente sabe que a sua expertise em engenharia prompt, automação de processos e edição por IA, vai ajudar muita gente.
Então, eu gostaria, antes da gente começar, você fazer sua autodescrição pro pessoal que está acompanhando a gente no Spotify.
[Ricardo]
Oi, oi, pessoal.
Boa tarde! Bom dia! Boa noite!
Não sei em que horário que vocês vão ver.
Eu sou um homem cis branco, tenho um e oitenta e três, castanhos, olhos castanhos, cabelo castanhos, estou usando um suéter azul e uma calça preta e tênis.
[Gabriel]
Muito bom.
[Ricardo]
Acho que é isso.
[Gabriel]
Não, está perfeito, Ricardo.
E pra gente começar, contar aí pra gente como é que inteligência artificial tem sido integrada na produção de vídeos pra poder fazer entregas cada vez melhores?
[Ricardo]
Acho que a primeira coisa com inteligência artificial, é interessante pensar que ela é mais uma ferramenta.
Ela colabora com os processos.
A gente tem, existe uma ideia meio no inconsciente das pessoas que a inteligência artificial vai fazer tudo por elas e elas não vão ter que fazer nada e vai ser tudo mais rápido, lindo, maravilhoso.
A IA é uma ferramenta, assim como as outras ferramentas que a gente tem dentro da criação.
Eu vejo ela como uma ferramenta nova.
Ela possibilita a gente de ter mais possibilidade de criação, entendeu?
Acho que a gente podia sair desse lugar, não dessa coisa da automação, que já é outro papo.
Tem a ver, mas é um outro assunto.
A gente pode falar de automação também, mas é criação com IA em vídeos, é uma ferramenta.
São ferramentas novas, são várias ferramentas que podem melhorar processos e fluxos de trabalho.
Dá para otimizar alguma coisa ou outra.
Mas o grande trunfo, são as possibilidades criativas que a IA pode trazer pro nosso dia a dia na produção de vídeos.
[Gabriel]
Bacana, bacana.
É uma companheira ali, que nem você falou, é uma ferramenta, ela vai ser um auxílio.
E justamente por ela ser uma ferramenta e não substituir a gente, aí, quais são os principais benefícios que a IA trouxe justamente nesse processo de criação de vídeos?
[Ricardo]
Bom, eu vou contar um pouco pela minha experiência, por mim, da minha visão, como que isso…
Porque assim, eu fui diretor, diretor de filmes, editor de vídeos a vida inteira.
E para dirigir, eu acho que na minha concepção, você tem que conhecer todas as áreas muito bem, seja direção de arte, seja fotografia, seja edição, seja roteiro.
O audiovisual ele é dividido em vários ramos, é um guarda-chuva com vários itens.
E cada item é um tipo de conhecimento.
E o quanto você sabe sobre ele, você pode falar, escrever e pensar sobre ele.
Então, assim, entendendo, eu sou de artes plásticas e vim de artes visuais, então o meu processo criativo é através das artes.
Então, minhas referências sempre foram os cineastas.
Michel Gondry, Kurosawa, Peter Greenaway.
São artistas, cineastas, que vêm das artes plásticas.
Então, pra você poder produzir audiovisual, você tem que conhecer o audiovisual.
O que o audiovisual envolve?
Som, fotografia, direção de arte.
Então, assim, você sabendo, você tendo a possibilidade de falar sobre, escrever sobre, eu posso descrever.
Ah, eu quero usar uma luz, um Kino Flo Laranja, sei lá, o sol de Toscana, com a iluminação de Toscana, num difusor de um quadro com contra plongée usando uma 50 milímetros eyes.
Eu estou usando alfabeto.
Eu estou usando um vocábulo de audiovisual.
Isso me permite criar um prompt, da mesma maneira que o ilustrador vai poder descrever como ele quer a pincelada, como que ele quer o estilo da ilustração.
Então, você ter o conhecimento daquilo, te proporciona ter a habilidade de falar sobre.
E, aí, você falando sobre aquilo, você consegue fazer um prompt.
E você tendo uma clareza do que você faz, sim, isso pode te auxiliar em vez de você, tipo, ter que fotografar essa imagem que eu descrevi agora, eu posso simplesmente escrever sobre ela, mas eu tenho que conhecer ela.
Então, essa parte do conhecimento é muito importante, porque aí você consegue fazer o prompt.
O prompt envolve duas coisas:
Você ter o domínio sobre o assunto e você saber escrever.
Não precisa ser Machado de Assis, entendeu?
Mas tem que saber escrever o que você quer.
Então, assim, no dia a dia isso auxilia.
É uma ferramenta a mais.
Vão ter demandas que vão, se resolvem com inteligência artificial, com a imagem criada por IA, uma ilustração.
Depende.
No dia a dia, no dia a dia, você quer saber mais ou menos, Gabriel?
Você quer entender como que é no dia a dia a gente aplica isso?
Assim, eu estou discorrendo mais sobre tipo os processos.
Sabe, sobre o assunto, como a gente aplica ele.
Aí, a aplicação, a gente são vários assuntos.
Aí você pode perguntar que tipo de aplicação que você gostaria de…
Você que me guia, aí.
O que você quer saber?
[Gabriel]
Sim.
É, seria mais…
Você trouxe muito bem essa questão, até mesmo essa ideia de equilibrar o uso da IA com as pessoas.
Você trouxe muito bem.
Não adianta nada a pessoa simplesmente chegar lá e digitar na inteligência artificial:
“Cria um vídeo pra mim, aí.”
Mas você sabendo, pelo menos aí, as bases que você trouxe, esses guias, esse vocabulário, já é realmente uma forma de você equilibrar o trabalho em equipe com essa ferramenta.
A ideia seria mais trazer os benefícios.
Então, por exemplo, o uso da IA no dia a dia, você sente que facilita, por exemplo,
a criação de identidade visual específica?
Então, às vezes, a gente tem clientes que pedem uma identidade muito específica, uma característica, uma personalização muito única.
Prazos, por exemplo.
Fica mais rápido pra poder criar um vídeo?
Um roteiro, que faz parte também do vídeo.
A eficiência?
Questões de acessibilidade também.
Se você pensar…
[Ricardo]
Acho que implica na qualidade, Gabriel.
É mais acentuado o resultado disso na qualidade do vídeo do que na velocidade.
Porque se você consegue fazer alguma coisa um pouco mais veloz, vamos pensar assim, sobra mais tempo para você desenvolver a qualidade do que você está fazendo.
Então, você vai fazer uma imagem, você consegue fazer mais de uma, duas, três, quatro e testar qual que funciona melhor.
Roteiro, a mesma coisa.
Você consegue escrever mais e, com mais informação, você consegue ter uma escrita melhor.
Então, eu acho que o ganho significativo é na qualidade.
Assim, em primeiro lugar.
Não tanto na velocidade assim da coisa, assim.
Eu acho que pode olhar mais por aí.
Eu acho que a longo prazo assim a gente pode falar em velocidades.
Mas de curto e médio prazo, a gente…
Por que, o que acontece?
Você vai começar a melhorar a qualidade e, aí, você vai mudar seu padrão de qualidade.
E a longo prazo, o que você faria?
Tipo, num curto, num espaço curto de tempo, você não vai entregar o que você consegue entregar com uma qualidade melhor.
Então, o seu nível, a sua qualidade, vai estar sempre subindo.
Sua régua está sempre subindo.
Porque você tem a ia produzindo com você, não para você.
[Gabriel]
Sim.
E isso é até interessante, porque se a gente for pensar, tem muita gente…
Não é algo exclusivo da área de edição, de roteirização, mas geral tem muita gente que está preocupado justamente com isso, na substituição do profissional pela inteligência artificial.
E não é bem assim.
A gente já conversou em outros episódios aqui do podcast a respeito disso e você acabou de pontuar muito bem.
Não é uma substituição, é realmente um trabalho em equipe.
[Ricardo]
Assim, eu vejo o seguinte:
Profissionais rasos e medíocres vão ser, sim, substituídos, porque atividades que você faz de maneira mecânica, a IA vai fazer.
Isso é…
Tipo, eu acho que a IA vai trazer, vai destacar profissionais que têm realmente um conhecimento sobre um tema.
Você não vai poder enganar quem sabe sobre, sei lá, história da arte, pra fazer uma ilustração.
Você vai ter que sair da história da arte pra fazer a ilustração.
Vamos supor.
Você vai ter que conhecer profundamente.
Seu grau de conhecimento vai ter que ser muito maior do que o grau de conhecimento que hoje em dia as pessoas têm.
Então, acho que quem tem um grau de conhecimento avançado dentro da sua área, ele vai usar a IA pra melhorar as entregas dele.
E quem não tem um conhecimento adequado para sua área vai ser substituído.
Eu vejo dessa maneira.
Eu acho que vai criar tipo, não vai ter um gap, não ter aquele profissional medíocre ou mais ou menos, o razoável, entende?
Eu acho que vai dar destaque para quem conhece o assunto e quem não conhece, a IA vai fazer.
[Gabriel]
E é interessante você ter trazido isso, Guidara, porque tem muita coisa ainda que aspectos de IA, se a gente for pensar realmente a fundo, ainda não consegue substituir criatividade, um olhar estratégico de uma pessoa que realmente é capacitada, que nem você trouxe, você pontuou muito bem.
A pessoa tem que ter vocabulário, a pessoa tem que ter o estudo, ela tem que ter o conhecimento.
Inclusive tem até uma trend recente, aí, está bombando no Instagram, que você pede lá para poder criar uma imagem sua.
E tem a lente X e Y.
É que eu não entendo nada.
Eu não sou, eu não tenho esse vocabulário, tenho outros conhecimentos, mas dessa parte não entra muito no meu…
Então, desconheço.
Mas aí tem a parte de luz toscana, tem a parte do enquadramento e tudo mais.
Mas muito provavelmente não foi uma IA que criou isso.
Foi um fotógrafo, foi um especialista que criou isso e aí mostrou, fez o resultado e aí agora virou trending, porque rede social é uma beleza.
A gente teve o do estúdio Ghibli muito recentemente também, o mesmo esquema.
Então, entra muito nisso que você comentou.
Essa parte de humano ainda está um pouco acima nessa parte.
A IA realmente é uma ferramenta, uma ajuda para poder criar tudo isso.
[Ricardo]
Não é nem “ainda tá”.
Não é.
Eu acho que eu nem penso assim ainda.
Essa trend eu vi hoje, inclusive, começar em PB da pessoa superelegante, numa foto e aí sai.
Beleza.
Você vai ficar preso num template.
Mas e se quiser variar alguma coisa ali?
“Ah, não gostei com essa lente, quero com outra lente.”
“Ah, não gostei dessa camisa, quero usar o terno Armani.”
Ah, sei lá.
Whatever.
[Gabriel]
Sim.
[Ricardo]
Você ficou preso dentro de um template, você está entendendo?
Você entrou tipo…
Você vai ter uma coisa…
Você não vai ter uma coisa única.
Você não vai ter a possibilidade de criar em cima daquilo.
[Gabriel]
A não ser que você tenha o conhecimento pra poder trocar aquilo.
[Ricardo]
Exatamente.
Abrir o prompt.
Olhar o prompt.
O que você quer mudar no prompt.
Eu acho que não é “ainda”.
Eu não vejo como…
É que essa coisa do “ainda” que você colocou, dá a entender que em algum momento a IA vai chegar e vai substituir, por causa do “ainda”.
[Gabriel]
Sim.
Vai vir atrás do John Connor, aqui, para poder revolucionar.
[Ricardo]
Porque, acontece o seguinte:
Sempre que…
A tecnologia está sempre mudando.
Então, no futuro vai ter outros tipos de produções criativas.
Hologramas, sei lá, cara.
E a IA sempre vai estar impulsionando as pessoas que estão contemporâneas à arte contemporânea criada, ali, naquele momento.
Ela nunca vai chegar.
Porque a IA está sempre sendo inovada.
Agora a gente está falando de arte.
A arte e criação de fotografia e todas as outras coisas.
A IA nunca vai chegar, porque não tem um “ainda”, porque a arte está sempre sendo criada e aí vai ter um outro tipo de criação que vai, sei lá, vamos supor, no futuro a gente vai ter holograma, vai trabalhar com holograma ao invés de fotografia.
Quais são as lentes pra fazer holograma?
Qual é a estética do holograma?
Qual a volumetria da imagem que tem que…
Como que são as cores?
Então, é uma velocidade que nunca…
Não é o “ainda”, entendeu?
Eu queria mudar esse mindset seu, na hora em que você falou “ainda”.
O “ainda” nunca…
Porque dá a impressão que vai chegar e nunca vai chegar.
Porque, pelo menos em arte, em criação, está sempre sendo criado uma coisa nova.
Então, o “ainda” não vai existir.
Não sei se você conseguiu pegar assim?
[Gabriel]
Não, perfeita colocação.
[Ricardo]
Eu não vejo Sarah Connor.
Terminator.
[Gabriel]
Sim.
Vai ter uma revolução das máquinas, tipo o final do filme do Wall-E, todos os robozinhos correndo atrás da gente.
[Ricardo]
Pode ter, também.
Mas a arte está sendo…
Precisa de criação.
[Gabriel]
Precisa do humano.
[Ricardo]
Vai ter que ter alguém criando as coisas.
O design dos robôs do Terminator, sei lá.
Vai ter que tipo o que esses caras, as naves, whatever, tipo…
As artes visuais, o audiovisual, as artes plásticas e a música, as expressões humanas da criatividade, eu acho que isso é sempre uma coisa…
Tipo, não para, entendeu?
E a IA nunca vai ter tipo…
Ela está dando essas coisinhas prontas para as pessoas se acostumarem.
Legal.
Tipo, fotografia chique?
Aquele modelo?
Caiu.
Agora eu vou inventar outra coisa.
Estúdio Ghibli, pô, legal, já fizeram, agora qual é a outra coisa?
E vai criando.
Mas tudo bem, ficou um mês fazendo o Ghibli lá, Estúdio Ghibli, superlegal.
Agora tem que ter um outro.
E aí?
Qual que é o outro?
Como é que vai ser?
E é legal pra estimular a criatividade.
Eu não vejo isso de maneira negativa.
Assim, não sei.
[Gabriel]
Não, deu para entender.
[Ricardo]
Entendeu o que eu quis dizer?
[Gabriel]
Não, deu para entender perfeitamente.
[Ricardo]
Porque criação é uma coisa muito louca, né, cara?
Sempre pode ter muitas criações antes.
[Gabriel]
E aí, até puxando isso que você trouxe, porque a inteligência realmente não vai criar do zero, ela não tem essa capacidade, vai ter que ter ali uma capacidade humana de conhecimento, de percepção, de criatividade.
Entrando nessa questão de quando a gente usa ela a nosso favor, seja por uma trend, seja por uma entrega, a gente mencionou agora o Ghibli, tem esse do Instagram também, como que as equipes de audiovisual conseguem, podem lidar melhor, até mesmo com a questão ética do uso de IA?
Porque a gente mencionou o Ghibli, foi uma criação de alguém.
E aí a gente está usando de uma maneira agora mais massificada, fora da mão do Estúdio Ghibli realmente, pra poder fazer essa validação de conteúdo.
Vamos pensar, se a gente for fazer uma entrega para um cliente e aí pede pra fazer um vídeo, pediu uma arte lá.
“Eu quero uma imagem num estilo do…”
Sei lá, algum diretor famoso de Hollywood, ali, e ele acaba usando, por exemplo, cenas que relembram muito um filme, uma atriz ou um ator, uma voz.
Como é a melhor forma de equipes audiovisuais lidarem com isso, pra tomar cuidado nesse uso?
[Ricardo]
Eu não vejo como “a gente tem que tomar cuidado”.
Acho que nós também temos que usar.
A gente está falando de semiótica.
Eu vou pagar royalties pro Picasso toda vez que eu fizer uma imagem cubista?
Ou pro tipo…
Não existe muito isso.
Se eu usar o estilo Pixar numa ilustração, eu vou ter que mandar royalty pra Pixar, pra Disney?
Tipo, não tem muito…
A questão de ética, tem esse lema:
“Nada se cria, tudo se copia.”
[Gabriel]
“Tudo se copia”, sim.
[Ricardo]
E não sei o quê.
E aí, você cocria coisas novas, assim.
Não vejo o tipo essa…
Aliás, eu acho até uma honra se você virou um signo dentro do audiovisual, tematicamente falando, você virou um estilo de linguagem.
Tarantino, vai.
Você está usando um estilo de montagem Tarantino num filme, superlegal.
Cara, você já virou uma referência.
Você já virou um template.
Porra, tá ligado?
Eu não sei se isso…
É muito delicado assim, você dizer assim em questão de ética, de aplicar uma estética, uma linguagem.
Você vai criar, você vai misturar.
Porque se a gente considerar assim, todo mundo tem que pagar royalty pros Beatles.
Todas as músicas vieram do, todo o rock, Beatles e Elvis, entendeu?
Tudo tem tipo…
Não sei se tem muito essa coisa.
Existe ética em outros parâmetros, que a gente tem uma outra, que é a criação de avatares com as imagens das pessoas.
É outro tipo de discussão que, a gente pode navegar, aí, nessa seara da ética.
Mas, em usar linguagens criadas e aplicar elas, é justamente isso que uma pessoa formada em audiovisual deveria saber.
Todos os tipos de templates e linguagens e poder misturar e aplicar e criar elas.
Isso faz parte do insumo, de conhecimento mental desse profissional.
Ele precisa saber isso.
Você está entendendo, Gabriel?
Ele tem que saber, pra poder usar.
“Ah, esse tipo de filme eu vou fazer tipo estilo Scorsese.”
“Ah, esse filme eu vou fazer Sofia Coppola.”
“Ah, esse filme aqui eu quero fazer Disney Aladdin.”
Entendeu?
São signos.
Você aplica isso como?
São ferramentas de conhecimento que o profissional deve ter pra usar a IA.
Não acho que se aplica a ética.
Eu não sei se eu vejo nesse sentido.
[Gabriel]
Por essa perspectiva.
[Ricardo]
É, eu não vejo assim.
Porque você, aí, é um insumo de criatividade, isso.
Não é uma…
Mesmo que pegue uma linguagem de Tarantino e aplique numa demanda, não vai ser, vai ser só uma linguagem.
Tipo, ele criou uma coisa nova a partir do momento que ele misturou aquilo com o Tarantino, com música clássica e linguagem e animação, anime japonês.
Boom, criou um outro troço e é um roteiro pra falar de xampu.
[Gabriel]
É basicamente se eu ligar a televisão no final de semana e assistir um Saturday Night Live e vai ter um esquete lá justamente falando, por exemplo, uma cena do Tarantino e zoando ele, por uma coisa cômica.
Posso ter copiado todo o estúdio, ali, pra poder recriar uma cena do filme, mas eu estou usando de uma forma criativa como inspiração pra um esquete.
[Ricardo]
É, não acho que a IA é algo…
A IA vai se alimentar disso.
No futuro ela vai pegar mais outras coisas que vão ser criadas de mais misturas.
Não sei se seria uma questão de ética.
[Gabriel]
E, aí, entrando no gancho, é comum, que nem, a gente está usando a inteligência artificial de várias maneiras, seja no Leonardo, seja no ChatGPT, seja uma geração de vídeos on-line ou de softwares.
E a gente pode usar realmente esses templates, essas inspirações, mas também tem um limite de certas coisas, porque tem uma preocupação de funcionários que acabam colocando informação de dados sensíveis da empresa pra poder alimentar o sistema, usar de dados, seja da própria empresa ou de terceirizados, de clientes.
Como que você enxerga essa questão do uso de IA envolvendo dados sensíveis e como guiar melhor as pessoas pra tipo:
“Ó gente, tem que ter um limite, aqui.”
18:02
[Ricardo]
Sim.
Isso a gente tem ferramentas, é uma coisa que a gente lida com bastante seriedade na verdade aqui na criação, porque tem dados que a gente não libera.
A gente tem as IAs homologadas e as IAs que elas são validadas pelo TI da GP e o cliente. Então, a gente apenas coloca nessas ferramentas.
Nessas ferramentas que trabalham com o dado, generativa, assim, a gente não usa.
Vamos supor, uma coisa é eu estar criando.
“Ah, preciso criar um mascote de um personagem que ele é tipo o Rambo e etc e tal.”
A gente não coloca dados sensíveis.
A gente pega as informações, a gente separa as informações, aqueles dados que eles não são relevantes, entendeu, pra a IA aprender e esses a gente usa nas IAs generativas.
Mas dados sensíveis do cliente eles nunca vão pra essas IAs que fazem esse tipo de processo.
Então, assim, a gente já tem, a nossa equipe já está treinada nisso, inclusive, a gente vem fazendo isso desde o ano passado.
Tem processos, tem os nossos próprios fluxos de trabalho, por exemplo, tem umas coisas que a gente faz, locuções, tem locuções que a gente usa…
Vou falar um pouquinho de fluxos de trabalho pra vocês entenderem basicamente aonde que isso, como que a gente…
[Gabriel]
Sim, fica à vontade.
[Ricardo]
Nós recebemos uma locução que tem dados sensíveis do cliente e a gente quer colocar numa IA, por exemplo, Colossian, que é uma IA de avatares que a gente usa pra fazer pessoas falando.
Mas, aí, está aqueles dados, aquelas palavras estão indo lá, porque a gente quer que ele fale, os movimentos labiais da pessoa, pronuncie as palavras.
O que a gente faz?
A gente usa uma outra IA, tipo Copilot, pra trocar as palavras-chave de entendimento, em vez de ir no texto, no áudio, o cliente falando, ou a locução falando tal palavra, a gente substitui a palavra por frutas.
Aí, ele fala “abacate”, e aí o texto que vai para a IA é abacate.
E aí, a gente recebe essa imagem, esse vídeo de volta com o movimento labial e coloca uma locução humana.
Então, a gente tem vários processos pra proteger o conteúdo e evitar que entre, justamente para a gente conhecer, cada empresa tem seus processos, mas aqui na GP a gente é bem cauteloso com isso.
[Gabriel]
E isso é ótimo, na verdade.
Acaba sendo um dos diferenciais, porque a gente mostra realmente essa preocupação de tipo:
“Ó, seus dados não vão acabar passando por aí.”
Teve um caso, acho que no ano passado, uma equipe toda de TI que foi demitida de uma empresa, porque descobriram que estavam enfiando os códigos lá da empresa no chat.
Então, isso já mostra a preocupação da GP diante disso, né?
E aí, agora, a gente juntando tudo isso daí que a gente falou de ferramenta, de conhecimento, você consegue trazer para a gente um case de sucesso em que a equipe da GP, ou você, trabalhou em parceria com a IA e teve, assim, um papel essencial da IA no meio e o resultado foi, assim, maravilhoso?
[Ricardo]
Temos, tem monte que a gente fez, assim, né?
A gente está acabando agora, que é o Vivo Lidera, é uma demanda pra B2C, que a gente criou os personagens com Leonardo IA, a gente animou eles no Colossian com essa coisa de processo e saem uns vídeos bem legais.
Tipo, a qualidade gráfica que a gente consegue ter nos vídeos está sendo bem clara, assim, sabe?
Em operações também, a gente está com bastante demanda em operações, que a gente está usando IA, o Leonardo e IA pra fazer ilustração.
Está ficando muito mais bonito, a gente está pegando, a gente está revitalizando demandas antigas, vídeos antigos e colocando uma estética de IA neles também pra dar essa cara nova.
A gente fez bastante coisas com operações.
Pessoalmente, quando a gente tenta usar ilustração, fica bem evidente, sabe, a aplicação de IA, assim.
[Gabriel]
É, foi o que você trouxe, ele facilita nessa parte da velocidade porque ele traz três, quatro, ali, e você consegue melhorar a qualidade nessa questão, né?
[Ricardo]
Isso, aí a gente personaliza, a gente customiza, e a gente consegue ter mais tempo pra fazer, trabalhar em detalhes numa ilustração, entendeu?
E a gente fazendo no Leonardo, ao invés de fazer um a um, assim, tipo, a gente produz várias, vê qual que é a melhor, e, aí, começa…
Os detalhes fazem toda a diferença, porque a gente tá lidando com a arte, né?
Ah, às vezes é a gola da camiseta do fulano que a gente vai deixar mais bonita, um brilho no cabelo que fica, tem mais tempo para trabalhar nos detalhes, entendeu?
Você ganha tempo de qualidade em produção, entendeu?
Então, assim, basicamente todas essas demandas que a gente está usando ilustração, está ficando bem legal.
Algumas demandas que a gente tem usado locução IA também, tem funcionado bastante.
É, algumas coisas bem instrutivas pra operações.
Magic Tools, se não me engano, não vou lembrar agora, mas teve algumas ferramentas, alguns cases que a gente usou.
É, locução em IA, os avatares em operações.
Ah, a gente está fazendo muito legal agora, que é uma demanda de call center.
A gente está fazendo um videoclipe em IA e a música foi feita em IA.
Então, o cliente veio pra gente já com a música feita em IA e a proposta era criar um videoclipe com IA.
[Gabriel]
Com a música tendo como base, né?
[Ricardo]
A música já como base, os personagens, vai ser uma pegada meio Anitta, assim, fazendo os personagens bem, tipo, com dancinha e tudo mais, acho que vai ficar bem legal.
[Gabriel]
Bacana, bacana.
E aí, pensando agora no futuro, próximo, você até mencionou lá anteriormente que vai sempre se aprimorando, tem tendências emergentes que você já está de olho pra poder aplicar, seja na sua empresa própria, trazendo aqui pra GP?
[Ricardo]
Olha, tem coisa que a gente já está fazendo tudo nesse clipe.
A gente tá estudando o Veo 3, que é essa última tecnologia da Google, que é o Video [ininteligível], né?
O 3 significa que é som, tem som, então tem os personagens falantes, né?
A gente vê bastante coisa nas redes sociais, esses personagens bíblicos, ou aquela Marisa Maiô, tem esses personagens com Veo 3 que estão sendo usados.
E a gente também está estudando bastante o Runway, que é uma ferramenta que a gente está pensando em trazer aqui pra GP.
São tendências, de mercado, né?
Essas coisas mais realistas, né?
É, movimento labial…
Eu acho que a grande coisa nesse momento agora seria o Veo 3, pra falar, assim, tipo, de tendência, assim, e conseguir aplicar isso de verdade, assim, né?
A gente consegue usar via API pelo Leonardo e via API pelo Canva, mas ele também, ele pelo Cloud, diretamente do Google, também me parece que ele tem um desempenho melhor.
Tudo isso é engenharia de prompt, também, e, paralelamente a isso, a gente tem treinamentos de capacitação pro time.
Então, o nosso time está sempre atualizado com linguagens, com ferramentas, com tendências, engenharia de prompt.
Eu vou montar, estou montando, já montei, na verdade, um workshop aqui que eu vou dar pro time de criação, sobre arquitetura de prompt.
A gente vai falar sobre prompt chaining, sobre uma série de coisas dentro da arquitetura de prompts, entrada de dados do Veo 3, que ele recebe os prompts textuais, as imagens de referência, aí ele vai processar os frames, nessa etapa, a AI, ela tira os frames individuais, o que que é encoder, o que que é decoder, o que que é saída.
Aí, como que a gente faz uma anatomia de um prompt eficiente, né?
É que tem que ter um contexto, tem que ter a cena, a ação, o estilo visual, o movimento de câmera, os parâmetros técnicos, o áudio e a locução, que essa é a sacada do Veo 3, você consegue colocar áudio e locução, os assets, as restrições, né?
No Leonardo, o que que é um prompt negativo, o que que é um prompt positivo, né?
O que que você não quer que entre na imagem.
E aí, também, tem uma coisa que é uma grande coisa, no momento, assim, das pessoas buscam é como você manter a consistência do personagem em IA.
[Gabriel]
Ah, sim, eu já vi isso.
Porque, às vezes, você pode criar um personagem e você tem que pensar no seed dele, pra poder captar e manter o mesmo personagem, porque senão vão notar, né?
Do nada, eu estou usando…
O personagem lá está usando um casaco marrom, na cena seguinte está usando um casaco preto e o cabelo ficou verde, né?
[Ricardo]
Totalmente.
Isso é bem…
Aí, tem só um workshop específico disso, que é de consistência de personagem mesmo, no Veo 3.
Você tem que fazer a ficha do personagem, detalhada e padronizada, fazer o teste de consistência visual, você fazer uma imagem dele no plano fechado, no médio, no aberto.
Você tem que fazer o prompt em inglês, que também são pequenas sacadinhas que você vai aprendendo.
Como que é o modelo de uma trilha de personagem.
Então, você mostra uma imagem como referência, quais as ações que esse cara tem que fazer, quais as mudanças de rosto de barba, cabelo, expressão, variação de roupa, acessórios, estilo fotográfico.
Como que você monta esse prompt, qual que é o formato do prompt, né?
A descrição física, o local, a cena, a voz, o estilo visual.
Enfim, tem uma sequência, uma arquitetura de como você faz esse prompt pra ele poder sempre estar repetindo.
Seja no Veo 3, seja no Leonardo, cada um tem um fluxo, mas a essência é a mesma.
Criar a consistência do personagem, eu acho que é uma coisa que as pessoas estão buscando muito.
Você vê em inúmeros vídeos, vários artistas, vários profissionais da área, buscando como fazer isso.
[Gabriel]
Sim.
E aí é uma parte bem complexa mesmo, que nem você trouxe.
São vários detalhezinhos, ali, que a pessoa tem que se capacitar e, que nem você trouxe, você já está capacitando muito bem aí as equipes internas.
Agora, pra quem não tem você à disposição pra poder capacitar a galera de fora, que dica que você dá pras pessoas buscarem realmente informações no mercado, on-line, especialmente nessa área de vídeo, pras pessoas começarem a se capacitar nessa parte?
[Ricardo]
Eu acho que a melhor maneira de aprender alguma coisa é ter uma demanda, é você ter um desafio, você ter alguma coisa que você queira criar.
Porque, aí, assim, eu já tenho um pouco esse lado mais autodidata, de eu sempre estar buscando como aprender.
Você tem no YouTube tudo o que você precisa.
Você tem as próprias IAs que podem te auxiliar a aprender.
Mas eu acho que você tem que ter um objeto de criação, algo que você queira fazer, e aí você vai perguntando como que você faz isso, e você vai buscando um vídeo tutorial de como fazer isso, mas eu acho que o mais legal é escolher esse algo.
Escolher:
“Ah, eu quero criar um canal de YouTube sobre pets em IA. Ah, o que que eu preciso fazer? Eu preciso criar roteiros, eu preciso criar imagens, eu preciso criar um personagem?”
Eu acho que você tem que…
“Ah, eu quero criar um avatar pra fazer um Instagram desse avatar.”
Eu acho que você tem que ter um objeto, um target, assim, um algo que você quer fazer.
Uma coisa legal, muito interessante de aprender seria agentes.
E eu acho que essa tendência agora na IA, hoje em dia, é desenvolvimento e criação de agentes e assistentes.
A gestão desses assistentes, desses agentes dentro da área de criação.
Você pode criar um assistente de roteiro, um agente que é focado em criar imagem infantil.
Vai lá no Leonardo.
É você usar essa outra coisa que são os agentes e os assistentes.
[Gabriel]
Qual que seria a diferença entre o principal e entre os dois aí, pro pessoal entender melhor o que que é um agente e o que que é um assistente?
[Ricardo]
É simples, mas vamos lá, vou tentar falar de um jeito bem simples.
A diferença entre o IA assistente e agente está principalmente no nível de autonomia.
Um consegue fazer tarefas mais complexas no contexto e outras mais simples.
Por exemplo, um assistente pode ser a Siri, a Alexa, o Google Assistente, até o ChatGPT, mesmo.
Ele é mais reativo, ele responde a comandos e perguntas, ele faz tarefas pontuais, ele agenda compromisso, ele responde perguntas, ele faz busca, escreve texto, ele tem uma interação que a gente chama de interação linear.
É uma pergunta que leva uma resposta direta, ele tem pouca autonomia, ele não toma decisão sozinho e nem age sem ser ativado, entendeu?
Tipo, atendimento ao cliente, suporte pessoal, essas coisas, sabe?
[Gabriel]
Sim, sim.
[Ricardo]
Tipo bot.
E aí, um agente, que são agentes autônomos em ferramentas de automação.
Por exemplo, o n8n, o Make, são agentes de workflow, eles entendem o workflow.
É diferente.
Eles são proativos, ele pode agir por conta própria, com base, por ele ter uns dados, objetivos e dados.
Ele tem autonomia de planejar, decidir, executar e ajustar as ações com base nas metas que ele tem, por exemplo.
Ele é capaz de lidar com fluxo, com fluxo complexo, ele busca dado, ele toma decisão, ele envia e-mail, ele gera relatório, ele repete processo, ele faz isso de forma contínua.
Ele interage com as APIs, entendeu?
Ele acessa as APIs e ele faz coisas com as APIs.
Por exemplo, umas tarefas em uma cadeia, enfim, ele é mais complexo.
[Gabriel]
E aí, Guidara, pra gente chegar aí quase no finalzinho da nossa conversa, eu quero propor um joguinho rápido de associação com você.
Então, eu vou dizer algumas palavras e aí você responde com a primeira informação que surgir na cabeça, beleza?
[Ricardo]
Tipo Marília Gabriela?
[Gabriel]
É, tipo…
É, tipo isso.
É, De Frente com o Gabi.
[Ricardo]
De Frente com o Gabi.
[Gabriel]
Eu sou quase a Gabi.
[Ricardo]
Eu percebi.
Tá bom.
[Gabriel]
Então, vamos lá.
Primeira palavra, capacitação.
[Ricardo]
Esforço.
[Gabriel]
Diversidade.
[Ricardo]
Criatividade.
[Gabriel]
Inovação.
[Ricardo]
Foco.
[Gabriel]
GP Strategies.
[Ricardo]
Guerreira.
[Gabriel]
Muito bom, muito bom, Guidara.
Cara, foi um prazer ter você aqui com a gente no Conecta GP.
A gente sabe que IA é um tema muito complexo, mas depois dessa conversa eu acredito que as pessoas agora possuem um entendimento muito melhor das possíveis aplicações e usos dela nas produções de vídeo.
Quer deixar um recadinho aí pro pessoal?
[Ricardo]
Ah, estudem, leiam.
Uma coisa que eu queria comentar, porque, assim, eu tenho reparado que está sendo mais fácil ensinar IA pras pessoas mais velhas do que pras pessoas mais novas.
Por que que eu acho, estou achando isso?
Porque pra IA você precisa ler bastante, você precisa escrever bastante.
Você tem que ter, você tem que controlar a sua dopamina e prender a sua atenção, foco numa coisa só.
Então, a galera mais nova, eu tenho a impressão que eles têm menos paciência pra se focar em ler um conteúdo, ler um livro, ou ver um vídeo de mais de cinco minutos.
O recado que eu quero deixar é assim, vençam a sua dopamina, trabalhem seu foco e tentem fazer tarefas longas, tipo ler um livro ou ver um filme de mais de dez minutos, entendeu?
Se desafiem a fazer tarefas longas, atividades longas, intelectuais longas.
Pronto.
Acho que é isso.
[Gabriel]
Muito bom, muito bom.
Perfeito.
Bom, gente, por hoje o nosso episódio fica por aqui, mas pra não perder nenhuma conversa do Conecta GP, aproveita, já começa a seguir a gente no Spotify.
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Espero por você no próximo Conecta GP.
