Por Leah Clark, originalmente em inglês no blog Performance Matters da GP.
A rápida ascensão da IA está transformando a forma como trabalhamos, trazendo tanto entusiasmo quanto incertezas. Enquanto 88% das pessoas colaboradoras estão adotando a IA, muitas ainda não confiam na capacidade de suas lideranças para guiar essa transformação.
A realidade da IA: alto entusiasmo, baixa confiança
A adoção da IA está acelerando, com 66% das pessoas colaboradoras individuais e 72% das lideranças acreditando que a IA transformará significativamente suas organizações. No entanto, um desafio crítico persiste: apenas 41% das pessoas colaboradoras sentem que a liderança sênior está preparada para conduzir iniciativas de IA. Essa lacuna de confiança evidencia a necessidade urgente de as lideranças desenvolverem estratégias que promovam letramento em IA, confiança e engajamento em suas equipes.
Preocupações éticas e práticas com a IA
Embora a adoção da IA esteja crescendo, também aumentam as preocupações com suas implicações éticas. Pessoas colaboradoras e lideranças expressaram preocupações com vieses e justiça na IA, substituição de empregos e o uso ético da tecnologia como um todo. As lideranças devem enfrentar essas questões diretamente, estabelecendo políticas claras de governança, priorizando treinamentos éticos em IA e mantendo a transparência sobre o papel da IA nos processos de tomada de decisão.
Mobilizando o meio: conduzindo pessoas colaboradoras neutras à confiança na IA
Uma das maiores oportunidades para as lideranças está em engajar o “meio móvel” — as pessoas colaboradoras que não estão nem fortemente otimistas nem altamente resistentes à IA. Nossa pesquisa revela que 45% das pessoas colaboradoras individuais e 51% das lideranças ainda não têm certeza se a cultura de suas organizações apoia a adoção da IA.
Ao oferecer orientação clara, conversas inclusivas e experiências práticas com IA, as lideranças podem mover esse grupo neutro para uma participação ativa e confiante com a IA. As lideranças devem:
Incentivar a experimentação com IA: apenas 51% das pessoas colaboradoras dizem que suas lideranças apoiam ativamente a inovação com IA. Ao promover uma cultura de curiosidade e aprendizado prático, as lideranças podem fortalecer a confiança em IA em suas equipes.
Ampliar as discussões sobre IA: apenas 46% das pessoas colaboradoras dizem conversar sobre IA com suas gestões. As lideranças precisam tornar a IA um tema recorrente nas reuniões de equipe e no planejamento estratégico.
Fornecer diretrizes claras sobre IA: a confusão sobre políticas relacionadas à IA alimenta a hesitação. Estabelecer diretrizes transparentes garante que as pessos colaboradoras saibam quando e como utilizar as ferramentas de IA de forma eficaz.
Diminuindo a lacuna de confiança em IA
A comunicação clara e consistente é um dos fatores mais críticos para uma integração bem-sucedida da IA. No entanto, nossa pesquisa mostra que apenas 19% das pessoas colaboradoras concordam fortemente que suas lideranças comunicam de forma transparente sobre IA. Lideranças que compartilham abertamente sua visão e planos para a IA — em vez de esperar uma estratégia perfeita — têm mais chances de construir confiança e reduzir as incertezas entre seus times.
Nossas descobertas também revelam que apenas 48% das pessoas colaboradoras acreditam que suas lideranças diretas estão preparadas para apoiar a adoção da IA. Para mudar essa percepção, as organizações devem priorizar:
Transparência: comunicar claramente as estratégias de IA e suas implicações para as pessoas colaboradoras.
Capacitação e requalificação: investir em treinamentos que empoderem as pessoas colaboradoras a trabalhar de forma eficaz ao lado da IA.
Experimentação com IA: incentivar o uso prático das ferramentas de IA para desenvolver confiança e familiaridade.
Liderança ética: estabelecer estruturas de governança que garantam o uso justo e responsável da IA.
Navegando pela revolução da IA: o caminho da liderança
A revolução da IA não trata apenas de tecnologia — trata também de pessoas. Lideranças que adotam uma abordagem centrada no humano, equilibrando inovação com responsabilidade ética, serão as que moldarão o futuro.
