Por Gabriel Ribeiro
Com a popularização de plataformas de conteúdos rápidos, como TikTok e Snapchat, não demorou muito para que centros de capacitações notassem que era hora de se adaptarem, especialmente para conseguir atingir as novas gerações.
Assim, o nanolearning surgiu como uma tendência, que já se mostrou extremamente efetiva, de modo a ensinar tópicos, geralmente em menos de 2 minutos, por meio de “microconteúdos” facilmente absorvíveis e aproveitado ao máximo dos meios digitais.
Por que o nanolearning funciona tão bem?
Adaptação ao mundo moderno: com rotinas agitadas e disputas com conteúdos atrativos constantes em feeds, o aprendizado por nanolearning pode ser feito até mesmo durante uma viagem de elevador.
Maior flexibilidade: comparado com aprendizados clássicos, o nanolearning pode ser acessado em rede sociais, mensagens de WhatsApp ou até áudios curtos, sem necessidade de passar por processos de validações de conta em plataformas de LMS.
Retenção aprimorada: o nanolearnig se aproveita do fato de que, assim como apontam estudos, o cérebro humano retém melhor informações repassadas em pequenas doses.
Repetição espaçada: com trilhas curtas, o nanolearning permite a aplicação de revisões em intervalos estratégicos e rápidos, fortalecendo a retenção da memória.
Curiosidade e aprendizagem ativa: construindo um canal de comunicação em que o nanolearning é aplicado, seu formato dinâmico ativa a curiosidade de aprender cada vez mais de modo mais rápido, levando ainda ao incentivo da cultura de aprendizagem ativa.
Cuidados ao aplicar o nanolearning
Por mais que o nanolearning traga uma série de vantagens, é sempre importante considerar alguns fatores antes e durante sua aplicação:
Simplificação versus aprofundamento: alguns conteúdos de aprendizado podem demandar mais do que outros, como assuntos que tratam de legislações, por exemplo. Nesses casos, ainda que o nanolearning possa ser utilizado, é essencial que os materiais sejam integrados a uma estratégia maior, com o nanolearning agindo como um aperitivo antes do prato principal.
Consistência: enviar uma única trilha de nanomaterias de uma vez não é o ideal, pois isso não vai gerar um estímulo de constância e de revisões. Produza conteúdos que se complementem e que sejam lançados em intervalos regulares. Dependendo dos temas tratados, é possível tratar de um mesmo assunto, mas com outras palavras e outros exemplos práticos, de modo que sirva como uma revisão em nova roupagem.
Indicadores e feedbacks: mesmo sendo um conteúdo curto, é possível analisar os dados do nanolearning para descobrir se as pessoas colaboradoras o estão consumindo em sua totalidade. Por meio desses dados e até mesmo de feedbacks diretos, você pode descobrir exatamente o que está ou não está funcionando, como qualidade da pessoa apresentando o conteúdo e falta de animações em tela.
Para começar, experimente usar o nanolearning com uma tarefa simples, como repassar a um colega algum truque de produtividade. E não se esqueça, o nanolearning não substitui todas as formas de treinamento, mas quando bem usado, acelera o aprendizado e fortalece a retenção sem pesar na rotina.
